O Sindicato entrou com o pedido de liminar para que a Prefeitura pagasse o salário dos professores de forma integral e até o 5º dia útil do mês subsequente e o pagamento do 13º salário. A Justiça, neste dia 04/01, através de uma sensata decisão do M.M. Juíz Antônio de Souza Rosa, indeferiu (negou) o pedido de liminar do Sindicato.

De acordo com o Juíz: “NÃO HÁ COMO FAZER O DINHEIRO APARECER A QUALQUER CUSTO E NO REPENTE”. Os servidores citados pelo Sindicato são os profissionais da educação QUE RECEBEM PELO FUNDEB.
Como todos sabem, professores e Sindicato, o FUNDEB é composto basicamente por recursos de responsabilidade do Governo de Minas. Da mesma forma, todos sabem que o Estado, desde 2017 atrasou e reteve estes recursos. O que o Governo de Minas deve a Bocaiuva só de recursos do FUNDEB é o suficiente para pagar cerca de cinco meses de salários para todos os profissionais da educação citados pelo Sindicato. A Prefeitura de Bocaiuva bancou sozinha o pagamento dos salários por cinco meses, inclusive a parte que é de responsabilidade do Estado. Em nota a Prefeitura declara que sacrificou outras ações e economizou muito, para que os servidores não sofressem ainda mais com a irresponsabilidade do governo mineiro. Tudo, porém, dentro do que é possível ao município, sem comprometer serviços básicos à população, como a manutenção da saúde.
A crise financeira causada pelos atrasos nos repasses e a retenção de recursos por parte do Governo do Estado e seus efeitos nas finanças dos municípios mineiros, há muito é amplamente divulgada e de total conhecimento de todos: população, servidores, sindicato e Justiça. É óbvio que o conhecimento dos fatos levou à decisão de indeferir o pedido do Sindicato.
A Prefeitura de Bocaiuva repudia totalmente a atitude do Governo de Minas em não pagar; lamenta a postura do Sindicato em ignorar a situação e acionar a Justiça mesmo sem razão; e confia cada vez mais na Justiça. Da mesma forma, se solidariza com todos os servidores afetados. Segundo a Prefeitura lamenta profundamente não dispor dos recursos e não ter outra fonte de onde tirar os recursos para manter os pagamentos sem atrasos, até mesmo da parte que é de responsabilidade do Estado.

*POR Focanoticias.com.br

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